Dia de finados [reflexão]

Hoje recebi este e-mail que gostaria de partilhar devido à beleza com que foi escrito.

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Venha a nós o Vosso Reino!

 

Queridos familiares, amigos e conhecidos:

 

Espero que se encontrem muito bem ao receber este e-mail. Escrevo simplesmente para transmitir algumas reflexões, sobre a vida e a eternidade. Hoje é um dia muito importante. É o dia dos Fiéis Defuntos. Hoje todos os seminaristas fomos ao cemitério de Roma. Fazemos isso todos os anos para ganhar uma indulgência plenária e também para meditar sobre esta realidade tão intrínseca à nossa vida: a morte.

 

As tumbas daqui são impressionantes. As famílias de boa condição social realmente capricham nelas. Outras tumbas são mais simples e algumas realmente pobres. Ali estão enterradas pessoas de todos os séculos, idades, condição social e que tiveram diferentes talentos que o Senhor lhes concedeu. Faz um tempo, durante a classe de antropologia, estávamos estudando esta realidade, e o professor nos comentou sobre a importância que tem para o homem projetar a sua vida pensando na morte. Não somos eternos. Um dia morreremos. É uma realidade dura, mas não por isso deixa de ser real.

 

Ricos e pobres, pessoas bonitas e feias, jovens e anciãos, religiosos ou não, ali estão todos, nesta cidade silenciosa que é o cemitério. É verdade que neste mundo é uma ajuda ter dinheiro, uma boa saúde, um alto status social, mas no fim, terminaremos todos iguais, debaixo de 5 palmos de terra. O que é, então, que fica para sempre? Esta é uma pergunta muito difícil de responder. Mas a nossa fé sim tem a resposta: o amor. O amor nunca passará. É a nossa esperança e a nossa salvação. O amor não é só uma espécie de “solução” para alcançar a vida eterna. Não! O amor serve também para a nossa vida terrena, para o nosso dia a dia. É o amor o que dá sabor ao nosso existir e nos faz realmente felizes, apesar de todas as dificuldades e sofrimentos.

 

Algo que me ajuda muito a viver melhor cada dia é a consciência de saber que este pode ser o meu último dia aqui na terra. Baseado em um conselho do Papa João XXIII, cada dia, ao acordar-me na manhã, o primeiro que trato de pensar é o seguinte: “Obrigado, Senhor, por este novo dia de vida que me deste. Este é o dia para amar. Este é o dia me que deste para ser feliz. Este será o dia mais feliz da minha vida”. Não é que possa servir a todos, mas pelo menos para mim é de grande ajuda.

 

Temos sede de eternidade, e isso é uma prova da sua existência. Seria ilógico pensar que toda a humanidade teria uma necessidade que não pudesse ser saciada. Se está a necessidade, é porque também existe a maneira de saciá-la. Aquele que nos criou e projetou, sendo Perfeito, jamais poderia cometer um erro, porque isso não pertence à sua natureza. Se temos fome, é porque existe comida, se temos sede é porque existe água para saciar-nos. E o mesmo vale para a nossa vida espiritual. Se sentimos necessidade de um amor eterno e ardente, e de viver para sempre, é porque existe o Amor e a eternidade. Deus é amor e nos quer com Ele, e é por isso que pôs este desejo de eternidade nos nossos corações.

 

Que a esperança nos encha de alegria. Um bom cristão não é aquele que só pensa nas coisas terrenas ou só nas espirituais. Um bom cristão é aquele que vive com o pé no chão, na terra, mas com os olhos fixos na eternidade. Que Deus lhes abençoe muito. Estou rezando por vocês e peço também as suas orações.

 

Em Cristo,

Ir. Carlos Schmitt, LC

 

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