O privilégio de ser católico

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A Igreja dedica este mês às vocações e cada semana é dedicada a uma vocação específica. Hoje iremos refletir sobre o mistério da vocação e dentro desse tema a vocação de pertencermos à Igreja. A própria palavra “Igreja” tem a ver com a vocação, a Igreja é uma assembleia convocada por Deus, é Jesus que, de braços abertos, nos diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11,28). Esta é a convocação, o grito do Nosso Cristo Redentor.

Nós somos chamados; ser Igreja é ter ouvido esse chamado de Jesus Cristo, que nos convida para participarmos de Sua Igreja. Você é chamado a pertencer à Igreja Católica, no céu seremos todos católicos. Você já pensou que alegria já ser pertencente à Igreja de Cristo aqui na terra e não precisar esperar o céu? É verdade que somos pecadores, mas também é verdade que a Igreja é santa.

A primeira realidade com a qual deparamos na vocação é esta: somos eleitos. Muitas outras pessoas possuem muito mais qualidades que nós, no entanto, nós é que fomos escolhidos, porque Deus não escolhe com os nossos critérios: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (João 15, 16). E essa escolha não foi por nenhuma de nossas qualidades, mas simplesmente porque Ele nos disse: “tu és meu”. E não adianta você fugir, porque Ele escolhe Seus amigos e os “persegue” até que estes cedam.

Vocação é o seguinte: Deus escolheu. Muitas vezes, nós vamos atrás de pessoas conselheiras, fazemos testes vocacionais, mas a grande verdade da vocação é que você não tem de escolher nada, porque você já foi escolhido. Vocação é alguém que chama e inquieta seu coração até que você diga seu “sim”. Pode ser que você passe a vida inteira fugindo desse chamado, mas Ele não desiste de você, Deus é fiel.

Nesta pregação, estamos contemplando a vocação de pertencer à única Igreja de Cristo, a Igreja Católica; você foi escolhido por Deus para ser católico. Muitos ficam preocupados dizendo ter diminuído o percentual dos que se dizem católicos; mas a verdade é que aumentou o percentual dos que são católicos 100%. Nós somos de Deus, pertencemos à Igreja de Deus. O Senhor não faz acepção de pessoas, mas as escolhe e dá alguns dons específicos para algumas; não dá o mesmo dom para todas. Ele elege algumas pessoas para que sejam dons para outras. Eu não preciso ficar com “dor-de-cotovelo” porque não recebi o dom de cantar, pois o Senhor me deu outros dons.

Nós fomos escolhidos para fazer parte do edifício, que é a Igreja, nós somos a pedra, para que o mundo seja salvo. Nós católicos somos sacerdotes santos para levar as pessoas para Deus. Onde estivermos devemos brilhar como astros luminosos na nossa fé; muitas vezes, não precisamos falar, pois poderemos afastar as pessoas com nossa falação. Devemos brilhar com nossa vida bela. Os católicos têm que atrair as pessoas com sua vida bela. Nós somos chamados a ser luminosos, sacerdotes santos (estou me referindo ao sacerdócio batismal recebido por todos).

Apesar de nós sermos luminosos, escolhidos, pedra eleita e digna de Deus, isso nos traz uma consequência: nos torna estrangeiros neste mundo. Quando começamos a nos comportar como cristãos, nos sentimos estranhos, marcados, todos nos olham. Quando contam uma piada, todos olham para nós para ver nossa reação; nós ficamos “visados” e em nós existe a sensação de sermos forasteiros. Porque nós não somos daqui, nossa pátria é em outro lugar: é no céu. Os santos se referiam ao céu como pátria.

Nós fomos eleitos, escolhidos de Deus, mas por sermos escolhidos – o que é um privilégio – mas também um compromisso: o de sermos estrangeiros deste mundo. É privilégio de Deus sermos católicos, que é a única Igreja de Cristo; no céu, todos que participam de outra religião vão saber que Jesus era o que eles sempre procuraram e que a Igreja Católica que muitos deles rejeitaram era a verdadeira Igreja de Cristo.

Neste Ano Sacerdotal, o Papa quer nos colocar de joelhos para rezar pela conversão de todos os sacerdotes. O sacerdócio cristão consiste em se oferecer. Queremos pedir isso a Deus: colocar diante de Sua presença nossa vida. Escolhidos, e porque escolhidos, estrangeiros. Nós católicos estamos organizados em paróquias, não somos deste mundo, somos chamados por Deus para receber uma herança, uma felicidade que não passa.

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

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Padre Paulo Ricardo
Reitor do seminário de Cuiabá (MT)
http://www.padrepauloricardo.org

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